Blog do Denise Tamer

 

 

15/09/2010 ®

 

A nova guerra do Golfo

 

Catástrofe ambiental
No dia 20 de abril de 2010 explodiu e afundou a sonda de perfuração da plataforma petrolífera da empresa British Petroleum (BP), fazendo com que milhares de barris de petróleo vazem e contaminem o mar. Com a morte de 11 funcionários, a gigantesca BP ardeu e afundou no Golfo do México, a 80 quilômetros da costa da Louisiana, nos Estados Unidos. Muito além da importância econômica, esse acidente é o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

Consequências
Depois de muitas tentativas frustradas, e relatórios com números duvidosos, o óleo continua manchando o mar. Entre 12 mil e 19 mil barris de petróleo são derramados diariamente. As consequências são devastadoras para a biodiversidade e para as economias de estados americanos em cujos litorais o óleo começa a chegar. Os ecossistemas e hábitats afetados pelo vazamento de petróleo no Golfo do México levarão anos para se recuperar e muitas espécies de aves já foram encontradas mortas e visivelmente encharcadas de petróleo. Pela primeira vez também foram vistas aves sujas de óleo no Texas. Entre elas está o pelicano-pardo, símbolo do estado da LouisianaLuisiana.

Obama e o seu traseiro
O presidente americano, Barack Obama, disse que quer saber "o traseiro de quem chutar" por causa do vazamento. Mas a solução vai muito além de chutar o traseiro de alguém. Com a alta tecnologia que os EUA têm, seria possível a matriz energética do paíis ser transformada em limpa e renovável – com a utilização de energia solar e eólica por exemplo.

Oceanos
Presente em 70% da superfície da Terra os oceanos são imprescindíveis para o equilíbrio do clima, das correntes marinhas, correntes de ventos e temperatura do planeta. Eles têm papel importante na variação de temperatura e capturam as emissões de carbono provocadas pela atividade humana que causam o aquecimento global. Acidentes como esse são um perigo para a preservação ambiental e um retrocesso histórico.
Para agravar a situação o óleo não poderia ter sido derramado em momento pior. , pPois o mês de abril é temporada de reprodução de peixes, pássaros, tartarugas e outras criaturas marinhas no Golfo do México. Durante o período, as espécies, por instinto, tendem a se assentar e com isso ficam impossibilitadas de reagir a tempo e fugir do perigo. Segundo afirmam pesquisadores, 90% de todas as espécies marinhas do Golfo do México fazem uso das regiões costeiras e dos estuários do Rio Mississipi ao menos uma vez na vida para reprodução.

Solução
Chorar o óleo derramado não resolve o problema e com certeza ainda não vimos tudo sobre as conseqüências consequências dessa catástrofe ambiental. Resta agora estancar o vazamento, fazer uma grande mobilização e investir muito para salvar as espécies atingidas. Até o dia do fechamento dessa desta edição da Solto o mar continua sendo manchado com o óleo, e provavelmente o vazamento continue por mais dois meses ameaçando a fauna e a flora da região perigosamente.

Box informativo:
A costa da Louisiana, local onde se encontram 40% das regiões de mangue dos Estados Unidos, é pouso para mais de cinco mil espécies de aves migratórias.
A lista completa dos animais na mira do óleo inclui 400 espécies, encabeçada pelo atum-azul, em alto perigo de extinção. Das sete espécies de tartarugas marinhas do mundo, cinco migram para a região para cuidar de seus filhotes. Tubarões e mamíferos marinhos, como as baleias Cachalote, Azul, Fin e Sei também nadam no óleo.
O óleo é capaz de causar danos principalmente quando se funde com a água e forma uma espécie de mousse que flutua e pode percorrer longas distâncias.

 

 

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