
15/09/2010 ®
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Estamos em constante evolução. Viver no ciclo de erros e acertos é o que faz girar a roda da vida. Não tenha medo de errar, o importante é arriscar, experimentar, agir.
Quando comecei a andar de skate lá em 1988, não sabia no que estava me envolvendo, mas o que importava mesmo era que me fazia bem e logo aprendi a importância de errar e acertar. A satisfação de concluir uma manobra logo cessava pois, pois já queria fazer outra e mais outra, é um exemplo da grande insatisfação da vida, nunca é o suficiente, estamos sempre querendo mais, acredito ser dai que é daí que vem a motivação para continuar praticando.
Essa sensação esteve presente todo tempo em minha viajem viagem pela Europa no mês de julho. Estive visitando muitos países andando de skate em pistas incríveis, como a de Marseille na França por exemplo –, onde muitos acreditam que ela só existe no vídeo videogame,, mas ela é real e está lá com suas curvas perfeitas, –, onde aconteceu mais uma etapa do circuito mundial de bowl. Um episódio interessante aconteceu comigo no evento. Representando o Brasil nessa etapa e muito concentrado resolvi adotar algumas estratégias para me dar bem no evento. Não queria me desgastar muito para que pudesse ter energia suficiente nas fases importantes. Segui o cronograma oficial e chegava sempre uma hora antes da minha bateria para que eu pudesse me acostumar com as condições de temperatura e pressão e não ficar torrando no sol. No domingo, no dia da grande final, onde quando me classifiquei em terceiro, estava bastante confiante – foi quando deu errado a estratégia de chegar uma hora antes, cheguei as às 16:00h e já tinha começado a final, e pior, só faltavam 2 minutos para acabar, sendo que a bateria final se faz com 12 minutos de jam session, ou seja todos andando juntos. Mesmo assim dropei e fiz o que pude. Fiquei sem saber o que aconteceu, pois no cronograma oficial dizia que a final começava àas 17:30h. Alegaram que mudaram o horário e que avisaram, mas eu era o único que não sabia, . fiquei Fiquei um pouco decepcionado por ter acontecido isso num evento tão importante. Mas logo percebi que estava mais uma vez no ciclo de erros e acertos e me perdoei por isso, pois tenho certeza de que não vai se passar novamente. Como ressalta o grande líder espiritual, o Dalai Lama em sua obra: ‟ÉTICA PARA O NOVO MILÊNIO”, a importância de se perdoar para que possa evoluir e não ficar preso ao passado remoendo o erro.
Fiquei com o mérito de ter feito minhas manobras mais difíceis sem aquecer e tudo na primeira tentativa.
Da França seguimos de trem para Bilbao, no norte da Espanha, mais especificamente para o País Basco, onde considero o paraíso das pistas de concreto, por possuir muitas e perfeitas pistas em cidades perto umas das outraspróximas. Nessa região existe um sentimento separatista. A história nos conta que na época da Segunda Guerra Mundial Hitler andou experimentando algumas de suas bombas naquela região com o apoio de Franco, que era o líder da Espanha na época. Hoje enfrentam problemas como terrorismo com a presença do grupo separatista ETA, que faz alguns atentados por lá em consequência disso. Despertou então esse sentimento separatista que vem passando de geração para geração.
Ressentimentos a à parte, os skatistas locais nos receberam muito bem e pudemos desfrutar de muito skateboard, amizade e união em prol do esporte, sempre acompanhados por nosso anfitrião skatista e artista Gonzalo Irigoras, que nos proporcionou momentos inesquecíveis. Leioa skatepark, e suas perfeitas transições, a mais nova pista de Sondika, um perfeito tribowl com escadinha e cooping de pedra em toda pista, La Kantera, quintal do bowlrider Alain Goicochea, uma réplica de uma piscina situada na orla da praia na cidade de Algorta com suas paredes shalows, bem rápidas. Aos Os amigos bascos agradeço de coração pela calorosa recepção. Muchas gracias!
De Bilbao fomos a Barcelona para dois dias de descanso antes de seguir para Áustria onde também foi muito bom! Vou contar no próximo texto como foi andar em uma das melhores pistas do mundo. Sempre com sentimento que poderia ter feito melhor. Prevaleceu a eterna insatisfação natural do ser humano, como já diziam os Roling Stones: ¨I can’t get no satisfaction¨.
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15/05/2012
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