JOGA EM CIMA E VÂMOOOOO!!!

Dando seqüência à serie especial sobre carros na nossa editoria de Consumo, trazemos as picapes leves. A clássica Saveiro da Volks, que não nega fogo nunca. A bem sucedida Strada, Fiat, que caiu no gosto imediato da galera vendendo muito. A Courier, Ford, que impressiona com seu custo benefício e a caçula bombada Montana, GM, que veio por último mas chegou com tudo no mercado com sua potência e linhas robustas. Por: André Mantese

Em tese as picapes leves nasceram para carregar cargas e pegar forte no batente, na prática são usadas por muitos como o carro do dia-a-dia, principalmente o público jovem. O visual esportivo e a praticidade em poder jogar TUDO na caçamba fizeram deste segmento um dos preferidos pelos praticantes de esportes que exigem carregar um grande volume de materiais. Sim, isso nos interessa. Os "magal" que enchem a caçamba de caixa de som e isopor de cerveja pra encher o saco dos outros, não. Falamos do pessoal que carrega equipamento de velejo, escalada, prancha de surf, skate, caixa de ferramentas, bike... Essa galera adora as picapes leves. Afinal, sem estresse nenhum, eles não precisam se preocupar com sujeira no porta-malas e estofados. Basta tocar tudo ali atrás e partir para a próxima trip.

Há quem diga que é carro de egoísta, que compra uma picape para não dar carona pros amigos pentelhos. Mas na verdade, prefirimos enxergar como um carro para românticos aventureiros. Aquela pessoa que gosta de dividir momentos especiais com exclusividade de companhia. É, somente dois passageiros tem vez nas picapes e ter a pessoa certa do seu lado é fundamental para uma boa viagem ou passeio.

A Saveiro reinou muito tempo neste segmento. A Ford Pampa e a Chevy 500 (derivada do clássico Chevette), da GM, nunca fizeram muita frente ao modelo da Volkswagen, isso até o final dos anos 90. Foi quando a GM criou a versão picape do Corsa (95), seguida pela Ford com a Courier (97) e depois pela Strada, da Fiat, que chegou ao mercado em 98 e se tornou rapidamente um fenômeno de vendas. Com a virada de mesa da Fiat, a GM passou a se sentir pressionada a fazer parte desta briga entre as picapes leves, já que a versão Corsa não atingiu os resultados esperados. Com a renovação da concorrência pressionando, a GM lançou a diferenciada Montana, em 2004, causando mais um alvoroço no mercado. A Montana chegou e surpreendeu. Ao contrário das rivais, ela alia bom espaço interno a uma ampla caçamba. Com as outras, ou se opta por cabine maior com caçamba curta (Strada cabine estendida) ou viceversa (Courier, Saveiro e Strada cabine simples). Abalou geral

Hoje, o segmento das picapes leves está mais estável e nivelado entre as grandes e tradicionais montadoras. Quem curte este tipo de carro está bem servido no mercado nacional... Aguardemos as novidades que, com certeza, virão. Agora, joga tudo em cima e vâmoooooooo!

REPAGINADO


Um carro polêmico. O Ka sempre despertou sentimentos fortes, uns o amavam, enquanto outros o detestavam... Nada mais normal para um carro com design forte e marcante como o pequeno popular da Ford. Pensando em repaginar o Ka e aumentar a sua aceitação com uma diversidade maior de público, a Ford lançou a nova versão 2008. Mesmo quem gostava do design antigo, não vai ter como negar: ficou muito mais bonito. Além de estar maior, ele cresceu 15 centímetros no comprimento e seu teto ficou mais alto na traseira, perdendo o formato curvilíneo que era sua principal característica. O porta-malas ganhou 58 litros e agora comporta 263. O Ka aposta muito no seu custo-benefício, sendo um dos mais em conta na categoria e também muito econômico. Certamente foi uma cartada certeira da Ford que deve ampliar sua participação na fatia popular jovem do segmento automotivo com o novo Ka.

KIA SUN MOTORS 15 ANOS


A Kia Sun Motors comemorou 15 anos de mercado brasileiro. Para tanto, foi promovido pela segunda mais antiga importadora do país, um coquetel em Atlântida, Litoral Norte gaúcho. Além da importante data completada, a Kia aproveitou a ocasião para festejar o Prêmio Dealer of The Year e apresentar a sua linha de carros 2008. Quando chegou ao Brasil, muitos ficaram com um "pé atrás" com os carros dos coreanos. Passado 15 anos, a Kia ganha definitivamente a confiança dos consumidores. Não é de hoje que se tornou uma pedra no sapato das marcas mais tradicionais do mercado brasileiro, resistindo com competência às inconstâncias do dólar nestes anos todos, com sua relação custo-benefício diferenciada. Outro fator que colabora com a boa fase conquistada pela Kia é o aumento de produtos disponíveis ao público, trabalhando hoje com 8 modelos de primeira: Picanto (foto), Cerato, Magentis, Opirus, Sportage, Bongo e Carnival.

INDIANA?

A montadora de veículos indiana Mahindra chega ao Brasil. A produção começa com os modelos da família Scorpio, utilitário esportivo e picape, na fábrica instalada em Manaus (AM). A Scorpio cabine-dupla tem tração 4×4 e 4x2 e motor diesel de 112 cv e 28,6 mkgf. Ainda conta com sistema de injeção eletrônica de diesel common-rail, presente no modelo europeu - que recebe o nome de Goa. A Mahindra chega para agitar o segmento, principalmente pelo seu preço competitivo. Segundo a empresa, no Brasil a picape Scorpio virá de fábrica com travas e vidros elétricos, faróis de neblina, ar-condicionado e CD Player com tocador de Mp3. Porto Alegre já conta com sua concessionária exclusiva da Mahindra, a Daisul.

O FUTURO DOS SUVS


Com os preços dos combustíveis a aumentar também nos Estados Unidos, os construtores locais procuram construir veículos mais eficientes. A Ford diz que o Explorer America não é apenas um concept-car, mas antes uma indicação de como será a próxima geração do venerável SUV Explorer. No exterior, o Explorer apresenta linhas pouco convencionais, em que se destaca o teto de vidro, solução que terá poucas hipóteses de implementação no modelo de produção. O acesso aos bancos traseiros é facilitado através das portas deslizantes. Utilizando a tecnologia Ford EcoBoost, que combina um turbo e injeção direta, com o objetivo de conseguir mais eficiência, resultando em um menor consumo. Em termos de motorizações, a Ford oferece um 2 litros de quatro cilindros com 275 cv e um 3.5 litros V6 dotado de 340 cv. Com o barril de petróleo a atingir os 100 dólares, os consumidores norte-americanos sentem, cada vez mais, o aumento dos preços dos combustíveis. Por isso, os construtores de automóveis também sentem uma crescente pressão para desenvolver automóveis mais eficientes em termos energéticos.


CARRO PILHADO

Larry Burns, vice-presidente da General Motors, demonstrou em Las Vegas (EUA), o protótipo Cadillac Provoq, um carro alimentado com Pilhas de Combustível a hidrogênio. A empresa diz que ele combina a quinta geração de pilha de combustível com apenas um bateria de lítio-íon usada para gerar eletricidade inicial para o veículo. A GM relatou que a novidade pode ir a uma distância de 483 km, antes de ser necessário reabastecer o carro novamente com hidrogênio, onde o veículo conta com dois tanques para armazenar Hidrogênio com capacidade de seis quilos de gás. A empresa se demonstrou satisfeita com o Cadillac Provoq, e diz que isso é apenas o começo do que virá mais a frente, mais veículos com propulsão à pilhas de combustível a Hidrogênio virão pela frente. Larry Burns assegurou que a recarga é rápida, confiável, segura e bem barata para o bolso e para o meio ambiente. Outra característica que chamou a atenção para o Cadillac Provoq foi o painel solar projetado para recarregar todos os acessórios dentro do veículo como som e luzes interiores. O principal mesmo é o fato do veículo não utilizar nenhum gota de petróleo, a Terra agradece.